Ano Novo! O primeiro ano do fim de nossas vidas. Soa fúnebre, não é mesmo? Me perdoem, mas era assim que um conhecido meu ironizava as comemorações de fim de ano. Ironicamente, ele não verá o raiar do Ano Novo. O Natal passado foi o último de sua vida.
Infelizmente, para um crescente número de pessoas, as festas de fim de ano não passam de uma convenção comercial onde a ordem é celebrar o consumo, a vaidade e os prazeres do álcool e das drogas. Uma espécie de reação inconsciente à falsidade e hipocrisia cada vez maior do Mundo. Um Mundo mercantilizado em todos os setores, incluindo a vida e a amizade. As referências de fundo religioso ou humanitário há muito deixaram de ter significado para uma crescente maioria. Não tanto pelas incertezas históricas quanto ao nascimento de Jesus, mas, principalmente, pela falta de referências quanto ao real valor da vida, da amizade e do amor.
O mercantilismo transformou tudo em um jogo de interesses. Tudo passou a ser expresso em índices monetários. A vida deve ser consumida em prazeres e muita adrenalina, comprando ilusões e fantasias de todos os tipos. Foi com essa filosofia que meu conhecido embalou seu último Natal. A criança inocente que um dia sonhou feliz com Papai Noel “cresceu”. Cresceu e trocou o sonho-esperança pela ilusão mortal de uma noite de delírios.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
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